Dados públicos
Usa o Sentinel-2, gratuito e atualizado a cada cinco dias.
O MapaSafra é um projeto de pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), desenvolvido como trabalho de conclusão de curso. Ele treina modelos de inteligência artificial com séries temporais de imagens Sentinel-2 para identificar, dentro do perímetro de uma propriedade, quais talhões produziram em cada mês.
Você desenha suas unidades produtivas no mapa e testa o modelo sobre elas, sem visita a campo e sem depender de declaração.
Queremos mostrar que imagens de satélite públicas, combinadas com aprendizado de máquina, podem responder em escala e a baixo custo uma pergunta que hoje depende de visita a campo: o que foi produzido, onde e quando.
Cada resultado é apresentado com seus limites. O modelo foi treinado e avaliado com dados da Bahia; em outras regiões, medimos a precisão antes de afirmar qualquer coisa.
Usa o Sentinel-2, gratuito e atualizado a cada cinco dias.
O resultado vem por talhão e por mês, não apenas por safra.
Métricas e metodologia documentadas, inclusive o que o modelo ainda não faz.
Nasce na universidade, com método descrito para ser avaliado e questionado.
Na maioria dos casos, o desenho dos talhões não existe e o que foi plantado em cada área depende do que alguém declarou.
A visita a campo é cara, amostral e se repete a cada nova pergunta. Quando a informação chega, a safra já acabou.
O satélite já observa tudo isso a cada cinco dias. O que faltava era transformar a imagem em uma resposta útil: qual talhão produziu, e em que mês.
O MapaSafra processa séries temporais do Sentinel-2 indexadas em hexágonos H3, uma grade que divide o terreno em células de tamanho uniforme.
Um modelo de aprendizado contrastivo compara a trajetória de cada célula ao longo do tempo e indica se houve produção. Ele foi treinado com campos agrícolas reais da Bahia.
As imagens do Sentinel-2 cobrem a propriedade inteira, sem custo de aquisição.
O perímetro vira uma grade de hexágonos, e cada célula é analisada separadamente.
Os resultados voltam agrupados por talhão, mês a mês.
O MapaSafra nasce como trabalho de conclusão de curso na Universidade de Brasília, com orientação acadêmica e foco em pesquisa aplicada à agricultura.
O trabalho tem três frentes: detectar talhões produtivos, classificar a cultura produzida e disponibilizar os modelos nesta plataforma.
A detecção de talhões produtivos é a etapa mais avançada. A classificação de cultura e a integração completa na plataforma vêm a seguir.
Queremos que qualquer pessoa com um perímetro desenhado no mapa consiga uma leitura mensal do que foi produzido, sem depender de que alguém vá até lá.
No futuro, imaginamos ampliar a cobertura para novas regiões e culturas, sempre com validação medida antes de cada expansão.
Menos suposição. Mais evidência. Uma resposta por talhão, todo mês.
O MapaSafra está em evolução e depende de quem vive a lavoura para ficar melhor.
Cada propriedade testada, cada dúvida e cada divergência entre o mapa e a realidade ajudam a medir onde o modelo acerta e onde ainda erra.
Por isso convidamos produtores, técnicos, cooperativas e pesquisadores a testar o modelo com áreas que já conhecem.
Dizem se o mapa bate com o que acontece na lavoura.
Apontam em que situações a leitura ajuda na rotina de campo.
Trazem áreas conhecidas para validar o modelo em novas regiões.
Revisam o método e propõem melhorias.
Desenhe o perímetro no mapa e receba a leitura mensal dos talhões produtivos.
Testar o modelo